Seção IV · artigo 15 de 20
Hidratação, ambiente e sinais de alerta durante o treino
Calor, ventilação e hidratação mudam a tolerância ao esforço. Tontura, falta de ar e dor no peito: parar e avisar a equipe imediatamente.
A forma como o corpo tolera o esforço não depende só do treino. Depende também do ambiente, da hidratação, do sono, de como a pessoa se alimentou naquele dia e do estado de saúde no momento. E há sinais que, quando aparecem durante o exercício, pedem interrupção imediata. Este artigo trata dessas duas coisas: o que influencia a tolerância ao esforço e quais sinais exigem parar.
Aviso de segurança. Se durante o treino aparecer dor ou aperto no peito, falta de ar desproporcional ao esforço, tontura, visão escurecida, palpitação forte, confusão, náusea intensa, suor frio ou desmaio, pare o exercício imediatamente, sente-se ou deite-se e avise a equipe da academia na hora. Em emergência, o atendimento é pelo 192. Esses sinais não devem ser enfrentados "até o fim da série".
O ambiente
Calor e umidade aumentam o esforço do organismo para manter a temperatura. Em dias quentes, ou em ambientes pouco ventilados, a frequência cardíaca sobe mais para um mesmo esforço, a sensação de cansaço chega antes e o risco de mal-estar aumenta. Por isso a ventilação e a temperatura das áreas de treino importam, como descreve as áreas de uma academia.
Roupas adequadas, que permitem a transpiração, também ajudam. O professor pode ajustar a intensidade do treino em dias de calor.
A hidratação
Durante o exercício, o corpo perde água pelo suor. A hidratação ajuda a manter a capacidade de esforço e a regulação da temperatura. Ter água disponível e beber ao longo do treino, conforme a sede e o esforço, é um cuidado básico. Necessidades específicas de hidratação, em condições de saúde particulares ou em esforços muito longos, são assunto de orientação médica ou nutricional.
O estado do dia
- Sono: uma noite mal dormida reduz a tolerância ao esforço.
- Doença: febre, gripe ou mal-estar pedem pausa e, se for o caso, avaliação médica.
- Fraqueza ou mal-estar: sentir-se fraco ou indisposto antes de começar é um motivo para conversar com o professor antes de começar a sessão.
- Medicamentos: alguns alteram a resposta ao esforço, como explica liberação médica antes de começar.
Os sinais que exigem parar
Alguns sinais não fazem parte do desconforto esperado do esforço e exigem interrupção imediata:
- Dor, aperto ou pressão no peito, que pode se espalhar para braço, pescoço, mandíbula ou costas.
- Falta de ar desproporcional ao esforço, ou que não melhora com a pausa.
- Tontura, vertigem ou sensação de desmaio.
- Palpitação forte ou batimentos irregulares.
- Visão turva ou escurecida, confusão, dificuldade para falar.
- Náusea intensa, suor frio, palidez.
- Dor articular aguda, tratada em dor, desconforto e lesão.
O que fazer
Interromper o exercício, sentar ou deitar num lugar seguro e avisar imediatamente o professor ou qualquer pessoa da equipe. Não sair sozinho, não ir para o vestiário sozinho e não dirigir logo em seguida. Se os sinais forem graves ou não passarem, o atendimento de emergência deve ser acionado pelo 192.
Se você perceber esses sinais em outra pessoa, avise a equipe na hora.
Depois do episódio
Qualquer um desses sinais, mesmo que tenha passado, deve ser levado ao médico antes de voltar a treinar. Ele pode ser a primeira manifestação de uma condição que precisa de investigação. A equipe da academia deve ser informada da orientação médica antes do retorno.
O papel da equipe
Profissionais de educação física recebem formação em primeiros socorros e devem saber reconhecer esses sinais e acionar ajuda. Por isso é importante que alguém da equipe saiba, sempre, que algo não está bem. Avisar não é exagero.
Pressão arterial e esforço
Durante o exercício, a pressão arterial e a frequência cardíaca sobem, o que é esperado. Em pessoas com pressão alta ou outras condições cardiovasculares, essa resposta precisa ser considerada no treino, conforme a orientação médica. Se a pessoa usa aparelho próprio para acompanhar a pressão ou a frequência cardíaca por orientação médica, pode combinar com o professor como usar essa informação durante o treino.
Levantar-se devagar
Ao terminar um exercício feito deitado ou sentado, levantar-se de repente pode provocar tontura passageira, sobretudo em dias quentes ou com o corpo cansado. Levantar devagar é um cuidado simples. Se a tontura não passar rapidamente ou vier com outros sinais, vale parar e avisar a equipe.
Em resumo
Ambiente, hidratação, sono e estado de saúde do dia mudam a tolerância ao esforço. Dor no peito, falta de ar desproporcional, tontura, palpitação forte, confusão e desmaio exigem parar imediatamente e avisar a equipe; em emergência, ligar 192. Depois de qualquer episódio, a volta ao treino passa pelo médico.
Perguntas frequentes sobre o tema
- Senti tontura no treino. O que faço?
- Pare imediatamente, sente-se ou deite-se e avise a equipe na hora. Antes de voltar a treinar, procure o médico.
- Falta de ar é normal no exercício?
- Respiração acelerada é esperada. Falta de ar desproporcional, ou que não melhora com a pausa, é sinal para parar.
- Em emergência, para quem ligo?
- Para o 192, o serviço de atendimento móvel de urgência.